segunda-feira, 26 de março de 2012

Armação de Búzios


Rua das Pedras

Escrever sobre Buzios me lembra alguns momentos marcantes da minha vida. Estive na cidade várias vezes e sempre que volto, a sua beleza me encanta. Um lugar onde  se hospeda bem, a gastronomia é bem elaborada e o melhor, em nenhuma das praias você ouve música sertaneja e nem Axé. você encontra sol e calor, praias e mar, amor e carinho e vai conhecer Búzios através de seus personagens, gente simples do povo ou forasteiros que a escolheram para morar, todos com muito a contar. O que mais me chama atenção são s hibiscos  uma  planta nativa que atinge quatro metros de altura, dura 20 anos, não requer muita água nem cuidados especiais e é bastante decorativa.


Na cidade de Búzios, onde prolifera com muita facilidade, divide a fama local com os bougainvilles. Atualmente Búzios é um dos lugares mais charmosos do Brasil, com lojas sofisticadas, hotéis de alto padrão, praias belíssimas e algumas ainda desertas.
Búzios possui praias paradisíacas: como a Praia da Armação, que voce caminha por um trecho do calçadão,depois suba o morrinho da igreja de Santana, a padroeira de Búzios, e vá até a praia dos Ossos (300 m). De lá, vai até a Azeda e Azedinha – caminhando por  uma trilha pelos costões, na qual se anda ao lado de surpreendentes cactos , ou tomando os aqua-táxis você vê a  bela área de Proteção Ambiental que tem como marco um casarão colonial abandonado no meio da areia, essa é a famosa e atraente praia Azeda. Com costões rochosos, com pouco declive, cercada de vegetação uma praia deslumbrante e orientada em direção ao oeste com vista direta do pôr do sol.

A praia de  João Fernandes, e logo em seguida João Fernandinho. Freqüentada pricipalmente pelo turismo internacional e com movimentação o ano todo, a praia tem a forma de semi-círculo, com águas calmas, azuis e transparentes. A cidade possui mais de 20 praias conhecidas, sendo que ao norte  estão as de águas mais quentes. A Praia da Tartaruga, local de onde saem as escunas de excursão, é perfeita para o mergulho e Manguinhos que oferece o mais bonito pôr do sol da região.
Já no lado sul da península de Búzios, a Praia Brava, de mar aberto, é um dos picos de surf em buzios. Ao contrário, a Praia do Forno, encravada em uma bela enseada, possui águas calmas e pouco vento. Não deixe de passar na Brava e na Praia do Forno. Elas são mais isoladas, há menos casas e hotéis ao redor. A Brava tem um estilo despojado, com alguns bancos de madeira, pranchas estancadas na areia e uma trilha para caminhar sobre as rochas. Ali fica um dos ótimos bares na areia de Búzios. O meu lugar favorito.
Seguindo em frente, está a Praia da Foca, uma minúscula enseada no meio de rochedos, com uma pequena faixa de areia branca e água transparente. A Lagoinha, logo depois, oferece pequenas piscinas naturais que se formam por entre as rochas. Seguindo na direção oeste chega a vez da Praia da Ferradura, local de águas calmas e azuis, onde está grande parte das belas casas de Búzios. Muito frequentada por artistas globais.

Por último e não menos importante, a Praia de Geribá com sua extensa faixa de areia, é o ponto de encontro dos jovens. A partir de uma trilha saindo de Geribá, chega-se a um recanto incrível, a Praia da Ferradurinha, uma das mais belas de Búzios e do Brasil. Quem quer ir atrás de uma praia com espaço para jogar frescobol, tomar banana-boat e agitar deve seguir para Geribá, a mais extensa de todas as praias de Búzios e o principal pico de Surf da cidade, com 4 km de extensão.

Um ponto famoso é o Fishbone, vira quase uma balada no final da tarde. Acho muito agitado mas é legal e onde acontece o frenesi.
A noite Búzios é magico. Imagine uma rua onde  podemos encontrar os amigos, conversar calmamente, discutir profundamente, namorar gostosamente. Conhecer pessoas interessantes, ampliar seu círculo de amizades. Ou ainda onde se possa simplesmente apreciar o mundo desfilar. Onde as pessoas se sintam em liberdade e o tempo seja imperceptível. É a rua das pedras. Um lugar que todos tem o prazer de perambular, ver coisas bonitas, coloridas e algumas vezes inusitadas.
O ano passado quando estive em Búzios fiquei hospedada na pousada Armação dos Búzios que passou por uma reforma e está totalmente renovada. Além de uma localização privilegiada, uma estrutura de requinte, modernidade e bem estar. Possui aconchegantes apartamentos e o jardim é lindo a noite a iluminação é intimista e a área de lazer possui um deck com piscina e sauna integrados. O atendimento da pousada é ótimo!

Búzios é um paraíso também quando o assunto é boa mesa, reunindo restaurantes franceses, italianos, japoneses, tailandeses. A razão da diversidade é o grande número de estrangeiros que vão passar uns dias na cidade, apaixonam pelo lugar e decidem morar no balneário. De suas origens, trouxeram os temperos e os segredos que incrementam os pratos à base de frutos do mar – os pescados são os pratos principais da culinária local, afinal, Búzios surgiu como uma vila de pescadores e está cercada de praias por todos os lados.
Na hora do jantar, o endereço tradicional dos restaurantes é a Rua das Pedras e sua continuação - a Orla Bardot, um belo trecho que vai até a praia dos Ossos, berço do povoado de Búzios. Uma dica por ali é o badalado Bar do Zé que, apesar do nome, é um autêntico restaurante. Os pratos são servidos em mesas cobertas por toalhas coloridas, enquanto as velas garantem não só a iluminação, mas também um ambiente intimista e romantico. Da cozinha saem risotos de camarão com brie, aspargos e azeite de trufas; e peixes – destaque para o cherne com mix de cogumelos -, além de massas frescas com molhos diferenciados e com mariscos frescos.

Próximo dali, para quem procura sabores exóticos, a pedida é suntuoso Sawasdee, incluído entre os melhores do país quando o assunto é culinária oriental. O cardápio é assinado pelo chef Marcos Sodré. Chama a atenção o Kung Mamuang - camarões refogados ao molho de ostras com lâminas de manga e castanhas de caju. Para a entrada, peça o mix:  Krathong (cestinhas recheadas com milho, cenoura, frango, amendoim e curry), Satay (espetos grelhados e marinados ao leite de coco, curry e molho de amendoim), Berinjela (frita e coberta com pasta de soja e gergelim torrado) e Salmon Dream (bolinhos de salmão à milanesa servidos com pimenta de mel). Uma viagem ao céu, de tão gostosos são estes petiscos.

Tradicional Satyricon sempre serve frutos do mar fresquíssimos - peixes e crustáceos são "pescados" na hora, nos aquários que decoram a casa de frente para a praia da Armação. Também serve pizza, que fica em outro salão. São famosas, pois as massas seguem os padrões italianos e são feitas em forno a lenha com ingredientes selecionados.
Também na Orla Bardot, o Aquarium chama a atenção pelas instalações de um de seus salões: dentro de um aquário de vidro sobre o mar, descortinando um belíssimo cenário parece um cartão postal de tão lindo. A melhor pedida são os sashimis, makimonos e combinados. Mas a casa também oferece  pratos mediterrâneos preparados  pelo chef Ismael Malafaia. Não deixe de pedir o pintado na Folha de Bananeira, com camarão, pimentões e arroz com castanha do Pará; e o Risoto de Camarão, incrementado com manga e alho-poró.

Um pouco mais à frente, na charmosa Casa da Sereia, funciona o restaurante Salt, inaugurado em janeiro de 2011 quando estava de férias na cidade. Gostei das mesinhas no deck  de frente para o mar e com o cardápio mediterrâneo assinado pelo chef Ricardo Ferreira, que sugere Risoto de galinha d’angola com especiarias e pistache. Mas o que me chamou a atenção no cardápio foi dica o Atum em crosta de gergelim, purê de wasabi e couve crocante. Uma poesia de sabores na minha boca, perfeito!
Buzios tem  estilo, charme, inteligência, um certo ar internacional e brasileiro ao mesmo tempo. Com um clima privilegiado, a beira-mar! Esta cidade realmente é diferente. Ela nos faz felizes!!

Vinhos brancos Portugueses


Eu tive uma grande oportunidade de degustar estes maravilhosos vinhos Portugueses. Cada vez mais me apaixono pelos vinhos Lusitanos. O primeiro foi A Quinta das Bageiras Garrafeira Branco 2007 de Barraida foi excepcional, com mineralidade, precisão e complexidade. Também me surpreendi com  a Quinta de Saes Reserva Branco 2008 de Dão, provavelmente, a idade um aroma peculiar e de forma brilhante. Gostaria também de mencionar o excelente Po de Poiera branco 2008 é denso e ousado e o Pera Manca Branco 2007 do Alentejo sem palavras.

A arte de harmonizar vinho com a comida e algumas regras básicas.




O interesse pelo vinho vem crescendo cada vez mais, e hoje é fácil encontrá-lo nas mesas de diversos restaurantes, até os menos sofisticados. Não poderia ser diferente. Com o vinho, uma refeição se completa mais do que com qualquer outra bebida. De fato, uma bela harmonização é uma experiência única, em que ambos, comida e vinho, saem ganhando e se mostram muito melhores sendo companheiras.

Como escolher o vinho certo para acompanhar o meu prato... Antes de mais nada, é presciso ressaltar que não tratarei aqui de regras ou princípios absolutos – não concordo com o excesso de rigor, que  transforma o enófilo em enochato e se torna esnobe. Ninguém deve deixar de tomar um vinho especial porque a combinação não é a ideal, e nem deixar de considerar o ambiente e a temperatura: um prato que poderia se dar melhor com um tinto muitas vezes pode ser escoltado por um branco, se o dia estiver quente. O que se deve evitar são apenas os “casamentos litigiosos”. Por exemplo, um peixe de água salgada não deve acompanhar um vinho tinto, porque a combinação do sal com os taninos provocam um sabor metálico, desagradável na boca.


É imprescindível conhecer as características do vinho (corpo, taninos, intensidade aromática, doçura, acidez...) e da comida que se pretende harmonizar. A harmonização pode se dar pela similaridade, ora por contraste. No primeiro caso, um vinho doce como acompanhamento de uma sobremesa. No segundo, esse mesmo vinho doce escoltando um queijo salgado, como um roquefort.
Eu sempre digo que você deve tirar suas próprias conclusões, lembrando que o que se busca é o prazer: portanto, nada de beber o que não se gosta só porque se trata, de uma harmonização perfeita.

A seguir seguem alguns princípios de harmonização da comida com o vinho:

- Perceba o corpo do vinho e do prato. Pratos mais fortes e com muito sabor pedem vinhos mais encorpados, enquanto para pratos mais delicados, vinhos mais leves.

- Pratos gordurosos e suculentos, como carnes e assados, pedem a tanicidade dos tintos, contrapondo a secura que eles causam no palato à untuosidade do prato. A acidez também se contrapõe à gordura e é desejável em pratos em que ela se faça bem presente.

- A intensidade aromática não pode ser esquecida. Pratos com muitas especiarias pedem vinhos igualmente aromáticos e também com maciez para se contrapor à sensação das especiarias no palato. Um bom tinto da casta Syrah ou um branco Gewurztraminer, dependendo do prato, podem ser bons amantes.

- O vinho de determinada região, especialmente do velho mundo, muitas vezes é muito apropriado para o prato típico daquele mesmo local.
- Pratos doces pedem vinhos igualmente doces. Aqueles à base de frutas  de colheita tardia. Melhor se tiverem boa acidez, para não ficar tudo muito enjoativo.

- Peixes e frutos do mar, por sua suavidade e acidez, se dão melhor com brancos. Os peixes de sabor mais forte, como salmão, ou mais temperados são bem acompanhados por brancos de mais corpo, como chardonnays barricados. Peixes delicados pedem vinhos com boa acidez  e leves.

- Aves e caças variam de acordo com a intensidade do sabor. Patos e coelhos selvagens se dão bem com tintos de bom corpo e intensidade aromática. Frangos e perus se casam com brancos de bom corpo ou tintos não muito tânicos e frutados.

- Não se esqueça dos molhos e ingredientes, principalmente se forem o personagem principal do prato.

- Espumantes são coringas. Mas até eles variam em estrutura e intensidade aromática.
Há alguns alimentos que geram casamentos difíceis. Comida japonesa e seu wasabi parecem aceitar apenas brancos e espumantes bem acidos. Chocolate e vinho não  amigos, mas um Pe um Porto são boas opções .
 Enfim, use e abuse das experiências!!

Camarão em Crosta Crocante do restaurante Emi em Goiânia




Ingredientes
Para o pesto estilizado
  • - ½ xícara de azeite

Projeto Tok de Chef


O projeto Tok de Chef, idealizado pela Chef Edna Gomes, busca desenvolver os potenciais culinários , os sentidos e a sensibilidade de jovens portadores de síndrome de Down e portadores de deficiência visual, visando a conscientização dos próprios , dos pais e da comunidade quanto a suas capacidades e a possibilidade de atuar em uma área que atualmente não possui muitos projetos e abertura para essas pessoas. Será trabalhado um cardápio desenvolvido especialmente para essas aulas, buscando fazer pratos saudáveis, saborosos e que utilizem os sentidos dos alunos, como o olfato, paladar e o tato. Através de aulas descontraídas, com música e artes espera-se não apenas desenvolver a gastronomia nos alunos, mas também proporcionar um momento divertido e agradável. Além da idealizadora, o projeto conta com os Chefs Livia Marques, Maria Amélia Falqueto, Priscylla Fonseca, Rodrigo Antunes, Vivian Martelli e colaboradores como Chefs convidados e psicólogos.

domingo, 25 de março de 2012

Vinhos mais caros do mundo. Você abriria uma garrafa?



Château Lafite Rothschild 1787
Valor: $156.450
Dezembro de 1985, Christie’s, Londres
Château d’Yquem 1811
Valor: $100.000
Fevereiro de 2006, Antique Wine Company, Londres
Penfolds Grange Hermitage 1951
Valor: $50.200 dólares australianos (aproximadamente US$38,420)
Maio de 2004, Melbourne, Austrália
Cheval Blanc 1947
Valor: $33.781 por uma garrafa de 750 ml. ($135,125 por 3 garrafas)
Julho de 2006, Vinfolio, San Francisco
Château Mouton-Rothschild 1945
Valor: $28.750
Setembro de 2006 – Christie’s, Los Angeles
Inglenook Cabernet Sauvignon Napa Valley 1941
Valor: $24.675 / garrafa
Outubro de 2004 – Zachys, Los Angeles
Montrachet Domaine de la Romanée Conti 1978
Valor: $23.929 / garrafa
2001 – Sotheby’s, Nova Iorque
DRC Romanée Conti 1934
Valor: $20.145 / garrafa
Junho de 2006 – Hart Davis Hart, Chicago
Hermitage La Chapelle 1961
Valor: $ 20.130 / garrafa (lote de 12 garrafas por 123.750 libras)
Setembro de 2007 – Christie’s, Londres
DRC Romanée Conti 2003
Valor: $4.650 / garrafa

Churrasco combina com vinho?


Sábado com sol  e eu combino com amigos de fazer um churrasco no meu sítio.

Todos vão chegando com suas caixas de cerveja (algumas geladas, outras quentes), alguns com refrigerantes, outros trazem até uma vodka, e aí eu chego… com vinho!
Meus amigos dizem: “churrasco não combina com vinho. Combina mesmo é com cerveja gelada!”
Mas vou dizer o que é correto e pode até doer: churrasco combina mesmo é com vinho. E o pior: não combina com cerveja (e aqui falo daquelas cervejas “comuns”).
A carne do churrasco, em geral, tem gorduras  e quando comemos a carne, nossa boca fica “engordurada”. O vinho tem a propriedade – dentre outras – de adstringência. Ou seja, ele “lava” a nossa boca. Se fizerem um teste prestando atenção, verão que é assim mesmo que acontece. Por isso, que a gente recomenda vinhos mais “adstringentes” para o churrasco. Além disso, se for um vinho mais tânico, ele vai contrastar com o sal da carne, trazendo um sabor mais gostoso no final da experiência.
Já a cerveja tem que ser amarga. O que acontece é que como ela tem um sabor mais forte que a carne, além de estar bem gelada, ela esconde o sabor final ou torna-o amargo no final.
Deixo então uma dica pra quem gosta de cerveja: experimente um dia, num churrasco, comer um pedaço de picanha e depois beber um bom vinho da uva Tannat. Depois faça a mesma experiência com a cerveja. Veja qual fica mais harmônico.